Infância.

Em "Por Outros", a infância de Marina Rosário. Versos para a confessa sinceridade de seus espaços entre as coisas. Sim, era em confessionário quando leu-me o poema, rosada, descuidada. Lembra-me daquele rio voltado para dentro e leva-me à construção de uma dura maternidade: volte-se para dentro, volte-se para fora, volte-se para perto, volte-se para longe. Creio que qualquer aflição, como aqui as deste tipo, sejam perfeitamente mutáveis, até a leves penas, e que tal busca pela infância latente seja uma ansiedade descabida. Na verdade, não quero este momento a remar contra. Claro que me foi dado o ensejo e devo entregar-me à gravidade disto: recordar a infância e tolerar a ternura de suas imagens agudas, de suas cores perfeitas, de suas pontas aparadas.