09.03.2015

miúra foste só
o barro maior em que m'estive
silêncio voz aluvião
no mais o peito
todo edifício
desfaz-se ou nunca
sequer havido
empoeir'a cidade
um cão s'espreguiça sobas cinzas
é como ter dito
miúra é lindo
morrer contigo
mas deix'o bicho
sumir em paz

há vinte séculos
no centro dessa pedra
ruído enorme
trinca-m'os ossos
espera do teu nome
língu'absurda